Mais perto do paraíso

Elisa

” – O que são os homens?
- São estrelas que vivem na Terra para aprenderem uma lição.
- Como os homens poderão voltar a se ver como estrelas?
- Quando um homem deixa de ser só e se une a outro ser humano.”

As mãos se tocam, palma com palma, dedos entrelaçados. O toque da pele das palmas, um calor delicioso percorre as mãos, as energias fluem de um para o outro. Carinho e estima, os dedos se separam levemente para acariciar a pele do outro.

Uma mão puxa a outra para mais perto de si. As mãos próximas ao corpo. As partes do todo se separam, deixam de ser mãos-dadas e se tornam independentes, lânguidas e soltas. Os braços se levantam e se pronunciam. Os braços abertos abarcam o corpo. Um abraço. Sentir o ritmo da respiração e o bater do coração, rostos próximos, bochechas coladas, a pele quente e delicada exala o perfume da sedução.

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O Rei Acorrentado

DanSó pra não deixar o blog sem nada da minha parte (ocupado pra dedéu), uma pequena lenda que usarei com um monstro na minha campanha. Ela foi tirada da Dragonslayer 07, e o autor do texto original é o MEDC. Não reparem na mistura horrorosa de norma culta com coloquial, é que vou brincando com os termos à medida que dá vontade.

Meus estimados convivas, agradáveis companheiros de copo, como sois todos corajosos de estar em uma taverna no fim do mundo em uma noite gélida e agourenta como esta, brindar-vos-ei com uma estória que me vem ao pensamento já que o frio eregela nossos ossos podres. Teus próprios corações hão de julgar se tal narrativa faz-se ou não verdadeira.

Pois bem. Taverneira, maldita, enche a minha taça e que vá às favas a ladainha. Segura a taça, rapariga, enquanto ao alaúde dedilho os acordes.

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Doce veneno

ElisaA luz da lua se infiltrava através da fresta entre as cortinas. Iluminava parcialmente o aposento, deixava seu um aspecto bruxuleante e fantasmagórico. Parada ao lado da janela estava uma jovem, completamente nua, a luz do luar em seus seios firmes e fartos, sua pele aveludada clara e muito pálida brilhando devido ao suor. Ela ajeitou os cabelos sedosos que cascateavam em torno dos ombros. Deu um breve sorriso, exalando um suspiro, mordiscou levemente seu carnudo lábio inferior com um canino protuberante e muito branco. Um pequeno filete de sangue verteu do ponto em que sua presa pressionava a pele delicada, manchando a doce boca cor de cereja, distraidamente lambeu o sangue que escorria. Deteve-se um momento para apreciar seu gosto ferroso. Em seus olhos acinzentados e levemente amendoados queimava a chama do desejo e seu olhar era pura malícia. Olhou para trás e seguiu em direção a cama. Andava sinuosamente, o quadril balançando levemente de um lado para o outro no ritmo compassado de seus passos. Nas costas, mais precisamente nas delicadas escápulas surgia um par de asas coriáceas. As pernas firmes e bem torneadas. Era definitivamente uma mulher por quem valia a pena matar ou morrer…

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Educar deseducando

ElisaSemana passada eu vi uma reportagem em um jornal vespertino sobre uma mãe movendo um processo contra a professora de seu filho por tê-lo “humilhado publicamente” e o obrigado a pintar a parede, que o próprio pichou, na escola recém pintada em multirão comunitãrio. Acho a atitude dessa mãe absurda.O moleque picha a escola, recebe o castigo e depois fica com “vergonha” de frequentar a escola? Tenha dó. Educar tem a ver com ensinar as pessoas a terem responsabilidade completa sobre seus atos e palavras. Ser zoado na escola porque sofreu um castigo faz parte da formação do moleque. A mãe deixando essa criatura em casa só porque está envergonhado está alimentando a vagabundice do pirralho. É na adolescência e infância que nossas carapaças se fortalecem para enfrentar a vida adulta. Adultos são humilhados todos os dias no trabalho, e devem continuar com o sorriso no rosto e trabalhar bem.

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Carta de despedida

ElisaOlá,

Iniciei e rasguei essa carta milhares de vezes e, por fim, decidi terminá-la.

Tive sérios problemas nos últimos tempos, por isso relutei tanto em procurar você. Sei que agora é tarde demais e tudo que existia entre nós perdeu o sentido, ou deveria ter perdido. Eu precisava deixar você, sei que não falei contigo, simplesmente saí pela porta e não voltei mais.  Mas acho que tudo o que aconteceu foi culpa nossa, não consigo pensar em Deus como um filha-da-puta sádico – na verdade ele deve ser sádico, mas imagino que seja mais sutil.

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Favourite game

DanI don’t know what you’re looking for
You haven’t found it baby, thats for sure
You rip me off, you spread me all around
In the dust of a deartide?

Ainda bem que mandei consertar o rádio do carro ontem – essa música quase se parece com o que está acontecendo agora. Giro as chaves, ponho os óculos escuros e meto o pé na tábua, expressão de foda-se estampada.

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Breves romances

Elisa A primeira vez que o vira ele estava suado e coberto da espessa fuligem que cobria a mina. Seu rosto estava com uma expressão dura e preocupada seus os olhos verdes rodeados com pequenas rugas de preocupação, os cabelos louros sujos e emaranhados. Tinha acabado de derrubar o asqueroso orc que vigiava sua porta. Avançou  calabouço adentro com a lâmina flamejante em riste. Derreteu os grilhões que a prendiam.

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Reminiscências

DanNascera da lama. Galgara resistentes muralhas de espinhos enquanto brandia sua espada em defesa de qualquer um. Sentara finalmente no dorso de uma montaria, sentira o sangue impuro azular e agora vinha rasante como uma ave de rapina, descendo sua lâmina por sobre couros mais baixos. Tingia o mundo de vermelho, e dava de comer aos vermes.

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25 de maio, um dia nerd

DanHoje é 25 de maio, Dia da Toalha. Esta foi uma das formas que os fãs de Douglas Adams, autor de O Guia do Mochileiro das Galáxias, encontraram para homenageá-lo. O Dia da Toalha é comemorado em diversos países, e na net é possível encontrar sites com fotos dos fãs que comemoram.

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Encontros à Meia-Noite

ElisaNão podia acreditar no que os olhos viam! Devia ser um sonho, o mais belo de todos os sonhos. Era exatamente o que pediu durante anos em suas orações antes de dormir – isso e que o Pedrinho tivesse gangrena. Lá estava: carne, osso e sorriso, bem na sua frente. Depois de muitos gritinhos de alegria e uma tremenda dancinha feliz, o moleque finalmente conseguiu se controlar para poder falar com a voz tremendo de excitação:

- Moço, você é mesmo o Diabo?

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