Só pra não deixar o blog sem nada da minha parte (ocupado pra dedéu), uma pequena lenda que usarei com um monstro na minha campanha. Ela foi tirada da Dragonslayer 07, e o autor do texto original é o MEDC. Não reparem na mistura horrorosa de norma culta com coloquial, é que vou brincando com os termos à medida que dá vontade.
Meus estimados convivas, agradáveis companheiros de copo, como sois todos corajosos de estar em uma taverna no fim do mundo em uma noite gélida e agourenta como esta, brindar-vos-ei com uma estória que me vem ao pensamento já que o frio eregela nossos ossos podres. Teus próprios corações hão de julgar se tal narrativa faz-se ou não verdadeira.
Pois bem. Taverneira, maldita, enche a minha taça e que vá às favas a ladainha. Segura a taça, rapariga, enquanto ao alaúde dedilho os acordes.
A luz da lua se infiltrava através da fresta entre as cortinas. Iluminava parcialmente o aposento, deixava seu um aspecto bruxuleante e fantasmagórico. Parada ao lado da janela estava uma jovem, completamente nua, a luz do luar em seus seios firmes e fartos, sua pele aveludada clara e muito pálida brilhando devido ao suor. Ela ajeitou os cabelos sedosos que cascateavam em torno dos ombros. Deu um breve sorriso, exalando um suspiro, mordiscou levemente seu carnudo lábio inferior com um canino protuberante e muito branco. Um pequeno filete de sangue verteu do ponto em que sua presa pressionava a pele delicada, manchando a doce boca cor de cereja, distraidamente lambeu o sangue que escorria. Deteve-se um momento para apreciar seu gosto ferroso. Em seus olhos acinzentados e levemente amendoados queimava a chama do desejo e seu olhar era pura malícia. Olhou para trás e seguiu em direção a cama. Andava sinuosamente, o quadril balançando levemente de um lado para o outro no ritmo compassado de seus passos. Nas costas, mais precisamente nas delicadas escápulas surgia um par de asas coriáceas. As pernas firmes e bem torneadas. Era definitivamente uma mulher por quem valia a pena matar ou morrer…



